Testemunho do Tempo
Ritmo: Xote Nordestino / Toada
(Introdução chorada de sanfona e triângulo)
[Verso 1]
Eu nasci em meados do século passado
Vi o mundo antigo ser transformado
O rádio de válvula no canto da parede
Matava a saudade, acalmava a minha sede
Ouvi Jerônimo, o herói do sertão
Defendendo o povo com o seu facão e arma na mão.
[Verso 2]
Pelo Motoradio eu mudei meu destino
Gritei gol na Copa feito um menino
O telefone preto, artigo de luxo
Preso na tomada, no cabo embutido
E a TV em preto e branco chegou de mansinho
Nos anos setenta, mudando o caminho.
[Refrão]
Eu trago comigo o peso das idades
As grandes invenções e tantas saudades
Vi o mundo mudar, o tempo correr
Coisas nasceram comigo e me viram crescer!
[Verso 3]
Quando faltava o plástico pra gente brincar
Um carrinho de tábua eu ia moldar
O volante cruzado, amarrado em cordão
E o pião de madeira rodando no chão
Fui o primeiro a amansar jumento por lá
E vi o Aero Willys na cidade chegar.
[Verso 4]
O cinema era simples, com tela de pano
Mas trazia a magia de um sonho cigano
Depois vi chegar o orelhão na calçada
Fita cassete rodando na estrada
O Walkman no bolso, o som no ouvido
E o videocassete na sala trazido.
[Refrão]
Eu trago comigo o peso das idades
As grandes invenções e tantas saudades
Vi o mundo mudar, o tempo correr
Coisas nasceram comigo e me viram crescer!
[Verso 5]
O disco de vinil deu lugar para o CD
A urna eletrônica mudou o escolher
Apareceu o computador de tubo, gigante
E o celular que nos ligou num instante
Venci o cansaço de tanta jornada
Nessa transição da estrada de piada.
[Outro]
Do jumento ao espaço, do rádio ao sinal
Eu vi o analógico virar digital
Trago a história gravada no peito...
Sou filho do tempo, e o tempo eu respeito.
(Solo final de sanfona sumindo aos poucos)
Testemunho do Tempo
Ritmo: Xote Nordestino / Toada
(Introdução chorada de sanfona e triângulo)
[Verso 1]
Eu nasci em meados do século passado
Vi o mundo antigo ser transformado
O rádio de válvula no canto da parede
Matava a saudade, acalmava a minha sede
Ouvi Jerônimo, o herói do sertão
Defendendo o povo com o seu facão e arma na mão.
[Verso 2]
Pelo Motoradio eu mudei meu destino
Gritei gol na Copa feito um menino
O telefone preto, artigo de luxo
Preso na tomada, no cabo embutido
E a TV em preto e branco chegou de mansinho
Nos anos setenta, mudando o caminho.
[Refrão]
Eu trago comigo o peso das idades
As grandes invenções e tantas saudades
Vi o mundo mudar, o tempo correr
Coisas nasceram comigo e me viram crescer!
[Verso 3]
Quando faltava o plástico pra gente brincar
Um carrinho de tábua eu ia moldar
O volante cruzado, amarrado em cordão
E o pião de madeira rodando no chão
Fui o primeiro a amansar jumento por lá
E vi o Aero Willys na cidade chegar.
[Verso 4]
O cinema era simples, com tela de pano
Mas trazia a magia de um sonho cigano
Depois vi chegar o orelhão na calçada
Fita cassete rodando na estrada
O Walkman no bolso, o som no ouvido
E o videocassete na sala trazido.
[Refrão]
Eu trago comigo o p