Três anos eu orei,
Três anos eu esperei,
Até um dia aparecer
A chance de me declarar.
E foi dentro do ônibus,
Voltando do trabalho.
Meu ponto se aproximando,
O coração palpitando.
Minhas mãos suando frio,
Eu tentando disfarçar.
Só nós dois, olhos nos olhos,
Ônibus esvaziando.
Esse seu jeito doce
Que até hoje me encanta.
Você olhou pra mim:
“Fala logo o que você quer falar.”
Eu fui direto ao ponto,
Sem medo de me entregar.
Só apontei pra aliança...
E deixei você pensar.
E a gente foi se aproximando,
Olho no olho, lado a lado.
E o meu coração falando:
“Agora vai, apaixonado.”
Quando eu achei que era minha vez,
Mudaram o rumo do jogo.
Vi você do outro lado,
E eu fiquei de olho.
Eu tava na minha,
Tava sossegado.
Até que o jogo virou
Pro outro lado.
E ainda teve foguinho,
Só pra me provocar.
Eu respirei fundo:
“Vocês querem brincar?”
Ciúme eu não escondo,
Mas medo não é não.
Por você eu enfrento
O que tiver que enfrentar.
Na casa que tem homem,
Malandro não entra.
Na casa que tem homem,
Malandro não entra.
Eu fico na minha,
Mas sei disputar.
Por você eu enfrento
O que tiver que enfrentar.
Na casa que tem homem,
Malandro não entra.