[Introdução — Teclado eletrônico]
Alô, vaqueirama!
Pode preparar a bebida gelada!
Hoje tem cavalgada, tem mulher bonita…
E tem vaqueiro sofrendo na madrugada!
Puxa o teclado, meu parceiro!
[Verso 1]
Ela me traiu, judiou do meu coração,
Fez de brinquedo a minha paixão.
Mas eu sou vaqueiro, não vou me acabar,
Boto a sela no cavalo e saio pra farrear.
Camisa xadrez, bota e chapéu,
Hoje eu vou dançar debaixo do céu.
Tem cerveja gelada, tem som de paredão,
Mas quando lembro dela, aperta o coração.
[Pré-refrão]
Garçom, pode trazer mais uma gelada,
Que hoje a noite promete ser pesada.
Se ela escolheu outro pra me esquecer,
Eu escolho a cavalgada pra sobreviver!
[Refrão — Chiclete, teclado forte]
É farra, é farra, é farra até de manhã!
Ela me traiu, mas eu não fico na lama!
É cavalo, é poeira, é cerveja na mão,
Tô solteiro, tô sofrendo, mas não largo o paredão!
Ô, puxa o fole, teclado apaixonado!
Coração traído, vaqueiro embriagado!
Ô, puxa o fole, deixa o povo dançar!
Se ela não me quer, tem vaquejada pra curar!
[Verso 2]
Na cavalgada eu chego chamando atenção,
Meu cavalo marchando no compasso do som.
As meninas sorrindo, o povo a dançar,
E eu tentando essa saudade apagar.
Mas quando o teclado toca aquela canção,
Eu lembro dos beijos, da nossa paixão.
Dou um gole, disfarço, não quero chorar,
Vaqueiro também sofre, mas aprende a montar!
[Ponte — Parada e resposta do público]
Quem já foi traído, levanta o chapéu!
Quem tá na cavalgada, olha pro céu!
Quem tá solteiro, grita: EU TÔ!
E aumenta esse teclado que a festa esquentou!
[Refrão final — Todo mundo cantando]
É farra, é farra, é farra até de manhã!
Ela me traiu, mas eu não fico na lama!
É cavalo, é poeira, é cerveja na mão,
Tô solteiro, tô sofrendo, mas não largo o paredão!
Ô, puxa o fole, teclado apaixonado!
Coração traído, vaqueiro embriagado!
Ô, puxa o fole, deixa o povo dançar!
Se ela não me quer, tem vaquejada pra curar!
[Final — Teclado repetindo o refrão]
Ela me traiu…
Mas a festa não acabou!
Bota o chapéu, vaqueiro!
Que o teclado voltou!