O barro que cede ao toque sutil
O fio que traça o mapa do Brasil
São vinte e um invernos de puro saber
Onde o brilho do olho faz o mundo crescer
Não é só o objeto que a mão modelou
É o peso da história que a avó preservou
Cada nó, cada ponto, um novo amanhã
A força da terra na fibra da lã
O poder de transformar em suas mãos
Numa rede que abraça todos os irmãos
Onde a arte é sustento e o sonho é real
A alma bordada no chão do quintal
O poder de transformar em suas mãos
Pulsa o sangue da vida em cada criação
Mulheres que erguem castelos de cor
Transformam o esforço em gesto de amor
A autonomia é o fruto que cai
Enquanto o receio pro longe se vai
Da palha trancada ao metal que reluz
É a criatividade que a todas conduz
Um elo que une o sertão e a maré
Na palma que lida com garra e com fé
É coletivo, é teia, é união
Onde um braço estendido sustenta a nação
Saberes antigos em vozes atuais
Fazendo o futuro brilhar muito mais
O poder de transformar em suas mãos
Numa rede que abraça todos os irmãos
Onde a arte é sustento e o sonho é real
A alma bordada no chão do quintal
O poder de transformar em suas mãos
Pulsa o sangue da vida em cada criação
As mãos que ensinam, as mãos que aprendem
São chamas vivas que nunca se rendem
O novo ciclo começa agora
Na luz que desponta na nossa aurora