Olho no espelho e vejo as cicatrizes
De histórias que eu não quis contar
Promessas vazias, amores infelizes
Que quase me fizeram parar
Entreguei meu peito a quem só queria quebrar
E agora o meu forte é não deixar ninguém entrar.
(Refrão)
Mas não me chame de fria ou de solidária
Eu construí meu castelo, virei minha própria casa
O peito que antes doía de tanto chorar
Hoje bate no ritmo de quem aprendeu se amar
Disseram que a solidão era um castelo de dor
Mas descobri que sozinha sou o meu melhor amor.
Tentam bater na porta, mas a tranca mudou
O trauma virou escudo, o medo se transformou
Não é que eu não queira, é que eu me protejo
Não troco a minha paz por qualquer desejo
Caminho no meu silêncio, sem pressa de preencher
O espaço que hoje é meu, que me faz renascer.
Demorou tempo demais para a tempestade passar
Para eu entender que não preciso de um par
Para me sentir completa, para me sentir inteira
Eu sou o meu próprio abrigo, a minha vida inteira.
(Refrão)
Mas não me chame de fria ou de solidária
Eu construí meu castelo, virei minha própria casa
O peito que antes doía de tanto chorar
Hoje bate no ritmo de quem aprendeu se amar
Disseram que a solidão era um castelo de dor
Mas descobri que sozinha sou o meu melhor amor.
(Outro)
Livre... enfim, leve e livre.
Ninguém mais me quebra.
Estou bem assim.
Só eu, e o meu fim de tarde em paz.