OUTRA VARIAÇÃO DA LETRA :
Felipe dorme, no sono encantos,
Súbito voa, cabelo à testa,
E pousa em susto, olhar vidrado,
Numa estação, junto à floresta !
Árvores altas, o verde em toda parte,
Trilhos florescem, multicoloridos,
Um som no ar, aos poucos, tudo invade,
O trem apita e ganha todo ouvido !
Quando o trem para, quem que aparece?
Flanelinha, sorrindo, amistoso,
Despenteado, guarda a batuta,
Estende a mão e chama, amoroso.
- Oi, Felipinho !
- Flanelinha? Você de novo ?!
- Eu sim. Quer dizer, noutra “vibe”,
Cada dia saímos do ovo.
Bem, é... ovo de que ave?
- O quê? Hein?...
- Lembrei..a chave...
- Está no trem?
- O TREM ! A Nave !
Que vai nos levar
A diversas estações..
- Outras cidades?
- Não, situações
pra colocar
em seu trabalho escolar
E divulgar pra toda gente
o que podemos melhorar,
Fazendo o Poder agir
E assim de modo urgente
No lugar certo investir
Pra Zanzalá bem construir.
- Zanzalá?
- Entra ! Temos de ir !
- Fala mais ! Do início !
- Zanzalá é no futuro um município,
Onde a Cultura é amada e o Ambiente é respeitado ...
- Esse futuro pode ser agora?
- Tudo pode ser, nada é predestinado,
Entra no trem, bora !
- Mas...
- Logo ! Já passa da hora !
Felipe entra, começa a viagem,
Os dois se olham, se abraçam bem,
Cortam os morros, peitam os ventos,
Abrem as almas para o que vem.