Oi, meu amor, chega mais perto,
eu sei que o bolso anda meio deserto.
Não perde o sono, não perde a fé,
a gente já caiu e voltou de pé.
Hoje tá curto, amanhã dá jeito,
não leva esse aperto pra dentro do peito.
Se a vida apertar querendo assustar,
a gente se abraça pra ela afrouxar.
Confia, meu amor, deixa acontecer,
eu tô com você, não vou me esconder.
Se falta dinheiro, a gente dá jeito,
se sobra problema, divide no peito.
Tudo já deu certo, pode acreditar,
segura minha mão, que o resto vai passar.
O salário chegou, deu bom-dia e saiu,
nem sentou na sala, ninguém mais viu.
Já o boleto é sujeito educado:
todo santo mês chega antecipado.
O cartão me conhece até pelo nome,
a conta me acha até quando eu some.
Mas preocupação não ganha endereço,
aqui já tem amor ocupando o espaço inteiro.
Tem dinheiro? — Pouco!
Tem boleto? — Um monte!
Tem amor? — Tem!
Então pronto...
já temos por onde começar!
Confia, meu amor, deixa acontecer,
eu tô com você, não vou me esconder.
Se falta dinheiro, a gente dá jeito,
se sobra problema, divide no peito.
Tudo já deu certo, pode acreditar,
segura minha mão, que o resto vai passar.
Não prometo fortuna, mansão ou milhão,
nem carro novinho parado no portão.
Mas uma coisa eu posso prometer:
quando o mundo apertar, eu aperto você.
É abraço, viu?
Hoje em dia é bom esclarecer!
Não sei quanto tempo essa fase vai dar,
mas sei muito bem onde eu quero ficar.
Se o pouco for nosso, já vale demais,
porque conta se paga, e a gente corre atrás.
Com fé em Deus, vai melhorar,
um passo de cada vez, até tudo se ajeitar.
Hoje tem carinho, amanhã também,
e se sobrar um trocado...
a picanha vem!
Confia, meu amor, deixa acontecer,
eu tô com você, é só isso que eu sei.
Se falta dinheiro, a gente dá jeito,
se sobra problema, divide no peito.
Tudo já deu certo, pode acreditar,
segura minha mão, que o resto vai passar.
E se ainda não deu certo?
Deu sim...
Só não caiu na conta ainda.
Confia.
Eu te amo muito.
Tenho fé em Deus.
Tenho fé em nós.
E tô aqui por você.