[Verso 1].
Lá no galpão da querência
Quando a noite vem chegando.
Tem cheiro forte de lenha e o coração já vai chamando.
A bailanta pega fogo, no compasso do meu pé
Peão de bota e bombacha marca o salão de São sepé
Na erva verde do chimarrão, vai confirmando a tradição
Cada gole traz a história do nosso querido rincâo.
Cavalo solto no potreiro, descansando no fundo da grota.
Com a vaneira marcada a prenda gira leve, e o Peão bate a sola da bota.
[Refrão]
Ê vaneira, vai, faz, faz tremer o chão
Leva a voz da tradição gaúcha de mão em mão
No galpão e na bailanta, meu peito é cantador
Com chimarrão, peão e prenda, tudo ganha mais valor
[Verso 2]
Lá nos campos em cima da serra, o vento canta sem parar
Traz lembrança de rodeio, faz a saudade se acordar
Eu sigo a marca da estrada, sem perder o meu lugar
Com o cavalo e a esperança, volto inteiro pra sonhar
Se a lua tem o horizonte, eu me sinto renascer
Nessa vaneira bendita, tem orgulho de viver
[Ponte]
E o gaiteiro puxa o fole, num lamento de paixão
Cada nota é um abraço que aperta o coração
A poeira sobe lenta, no clarão do lampião
E a vaneira não se entrega, é raiz, é sangue, é chão
[Refrão]
Ê vaneira, vai, faz, faz tremer o chão
Leva a voz da tradição gaúcha de mão em mão
No galpão e na bailanta, meu peito é cantador
Com chimarrão, peão e prenda, tudo ganha mais valor
[Final]
Vaneira de cima da serra... ecoando na imensidão
Vaneira de cima da serra... pra sempre no coração