[Intro]
[verso]
Caminho sozinha sob o sol ardente
Sinto o sangue pulsar no meu peito
As cicatrizes que carrego na mente
Moldam o rumo do meu próprio jeito
O horizonte é um mar de incerteza
Mas meus pés conhecem bem este chão
Não busco migalhas em cima da mesa
Eu sou a chama da minha direção
Vou buscar o que o destino escondeu
Vou plantar a semente em solo seco
[refrão]
O silêncio do mundo enfim se rompeu
Não sou mais o rastro nem sou o eco
A força que brota de cada tropeço
É o braço que ergue a minha bandeira
Paguei cada falha por um alto preço
Para ser dona da minha vida inteira
Eu sou o grito que atravessa a mata
O vendaval que desfaz o cansaço
Minha coragem é o brilho da prata
Abrindo fendas em cada embaraço
Vou voar alto onde o medo não alcança
Vencer a noite e abraçar a aurora
Sou o motor da minha própria esperança
O meu momento começa agora
[verso]
Se a tempestade tentar me deter
Eu me transformo em rocha e metal
Nada no mundo me faz esquecer
Que a minha luz é um dom natural
Vou transformar toda dor em legado
Cada renúncia será meu troféu
Deixo o vazio jogado de lado
Pois o meu limite é o azul do céu
Olho no espelho e vejo a guerreira
Que não se curva diante da sorte
Lutei contra o tempo a vida inteira
Para provar que o querer é mais forte
O amanhã já não me causa espanto
Pois aprendi a domar o trovão
Lavo o meu rosto e enxugo meu pranto
Com a batida do meu coração
[refrão]
Eu sou o grito que atravessa a mata
O vendaval que desfaz o cansaço
Minha coragem é o brilho da prata
Abrindo fendas em cada embaraço
Vou voar alto onde o medo não alcança
Vencer a noite e abraçar a aurora
Sou o motor da minha própria esperança
O meu momento começa agora