Veio ao mundo marcado por sinais
Corpo que aprendeu a se curar
Cicatrizes guardam os anos
Onde a vida já quis provar
Cedo as mãos foram aprender
A ganhar o próprio pão
Em cada ofício, um passo dado
No suor de cada estação
Teve força contra o que fere
Contra o engano e a falsidade
Mas às vezes o peito pergunta:
Até onde vai a minha verdade?
Hoje caminha com calma
Seguindo o ritmo do coração
Espera o tempo responder
À pergunta que não sai da mão:
Até quando eu vou resistir?
Até quando é possível aguentar?