[INTRO]
A carne cai...
O ferro enferruja...
O tempo me serve...
Eu sou o fim.
[VERSO 1]
Meu passo espalha cheiro de cemitério,
Onde eu piso nasce o silêncio etéreo.
Flores viram pó, concreto vira areia,
Minha sombra transforma esperança em cadeia.
Olhos vazios, sem misericórdia,
Meu toque sentencia qualquer trajetória.
Não existe cura, não existe perdão,
Eu sou a ferrugem dentro do coração.
Impérios caíram antes de eu chegar,
Mas eu acelero tudo sem hesitar.
O relógio para quando escuta meu nome,
A própria vida esquece como se consome.
[PRÉ-REFRÃO]
Cada segundo...
Mais perto do fim...
Tudo envelhece...
Quando olha pra mim!
[REFRÃO]
Decomposição...
Apodrecimento...
Tudo que eu toco
Se desfaz por completo
Decomposição...
Apodrecimento...
Tudo que eu quero
É que tudo se quebre por inteiro
[DROP – PHONK]
PODRE!
CAI!
QUEBRA!
MORRE!
PODRE!
CAI!
QUEBRA!
MORRE!
[VERSO 2]
Veias secando, madeira rachando,
Toda criação termina chorando.
Não sou doença, sou a conclusão,
O último capítulo da destruição.
Minha respiração enferruja o aço,
Minha presença apaga qualquer traço.
Nenhum jardim floresce outra vez,
Só sobra cinza cobrindo vocês.
O céu escurece quando eu apareço,
Até a morte conhece meu endereço.
Se existe matéria, ela vai ceder,
Nada nesse mundo nasceu pra viver.
[PONTE]
Escuta o estalo...
Escuta o osso...
O inevitável...
Chegou ao vosso...
Tudo retorna...
Ao mesmo lugar...
Ao pó...
Ao nada...
Sem reclamar!
[REFRÃO]
Decomposição...
Apodrecimento...
Tudo que eu toco
Se desfaz por completo
Decomposição...
Apodrecimento...
Tudo que eu quero
É que tudo se quebre por inteiro
[OUTRO]
Eu não corro...
Eu espero...
O tempo é meu aliado.
Toda matéria...
Todo império...
Toda memória...
No final...
Apodrece.