[Verse 1]
Quero que votem em mim, até teu pai pode votar
Ele te conhece bem, sabe quem vai trabalhar
Ô, Bolsonaro, vote em mim, pode escutar
Teu pai conhece o filho, sabe comparar
Não quero ficar perto, família, quero distância
Quero distância de miliciano e de arrogância
Eu proponho abrir as contas, sem teatro, sem disfarce
Sigilo telefônico, amanhã, que a verdade se mostre
[Chorus]
Não diga que é honesto, prove na luz do dia
Conta aberta, linha aberta, transparência e garantia
Não diga que é honesto, deixa o povo conferir
Quem tem nada a esconder não precisa fugir
[Verse 2]
Tem irmão longe, nos Estados Unidos, tramando por lá
Pedindo intervenção de fora, querendo o país dobrar
E é engraçado: a mentira virou tradição
Mas a verdade tem endereço, tem cobrança e tem chão
Você conhece alguém que nunca trabalhou de verdade?
Flávio não conhece o ponto, o cansaço, a cidade
Trabalhador pra ele parece história de ficção
Pegar ônibus, só no livro, sem passar pela estação
[Chorus]
Não diga que é honesto, prove na luz do dia
Conta aberta, linha aberta, transparência e garantia
Não diga que é honesto, deixa o povo conferir
Quem tem nada a esconder não precisa fugir
[Bridge]
Será que quer privatizar o SUS? É isso que eu ouvi?
Já entrou numa UPA? Já esperou ali?
Pra quem só vê médico particular, é fácil esquecer
Que saúde é direito, é cuidado pra viver
[Verse 3]
Tenho orgulho do trabalho pra recuperar o SUS
Dar dignidade ao atendimento, devolver cuidado e luz
Dignidade aos médicos, respeito a quem sustenta
Cada posto, cada fila, cada vida que apresenta
[Outro]
Abre a conta, abre o sigilo, deixa o povo decidir
Menos frase de efeito, mais verdade pra exibir
Não diga que é honesto, prove na luz do dia
O país merece prova, não promessa vazia.