VOCÊ É REAL OU FOI ALGO QUE EU CRIEI?
[INTRO — voz baixa, violão]
É estranho...
Você existe.
Eu sei que existe.
Mas às vezes eu me pergunto
se aquilo que eu vejo em você
também existe fora de mim.
[VERSO 1]
Você nunca me prometeu nada,
nunca me deu motivo pra esperar.
Nunca abriu uma porta,
nunca me chamou pra entrar.
Mas alguma coisa no seu jeito
ficou presa no meu olhar.
Um sorriso, um jeito, uma presença
que eu não consegui deixar passar.
[PRÉ-REFRÃO]
De longe eu fico tranquila,
consigo até esquecer.
Mas basta pensar que posso te encontrar...
e alguma coisa muda em mim.
[REFRÃO]
Você é real
ou foi algo que eu criei?
É você que eu vejo
ou é aquilo que eu imaginei?
Por que quando eu te encontro,
eu já não sou igual?
Eu não sei explicar...
Você é real
ou foi algo que eu criei?
[VERSO 2]
Eu reparo na sua maneira,
na forma de caminhar.
Na sua calma, na elegância,
no seu jeito de chegar.
Talvez seja só admiração,
talvez seja só o seu jeito.
Mas por que uma coisa tão simples
ficou tão grande aqui dentro do peito?
[PRÉ-REFRÃO]
Eu não sei o que você pensa,
e não vou tentar adivinhar.
Eu só sei o que acontece comigo
quando você aparece no meu olhar.
[REFRÃO]
Você é real
ou foi algo que eu criei?
É você que eu vejo
ou é aquilo que eu imaginei?
Por que quando eu te encontro,
eu já não sou igual?
Eu não sei explicar...
Você é real
ou foi algo que eu criei?
[PONTE — só violão]
Talvez eu tenha conhecido você
e inventado o resto sem perceber.
Talvez tenha sido só um instante
que resolveu permanecer.
Ou talvez você seja exatamente quem é...
E fui eu
que senti diferente.
[REFRÃO FINAL — mais forte]
Você é real
ou foi algo que eu criei?
É você que eu vejo
ou é aquilo que eu imaginei?
Por que quando eu te encontro,
alguma coisa muda em mim?
Eu não sei explicar...
Você é real
ou foi algo que eu criei?
[FINAL — suave]
Eu sei que você existe.
Só não sei
quanto de você...
existe dentro de mim.