Título: Voz da Favela
(Intro)
Hoje eu acordei e liguei a televisão…
Mais uma notícia triste passando na programação…
Crianças com fome, mãe chorando sem solução…
Enquanto os poderosos roubam sem punição…
(Verso 1)
Eu vim do barraco lá da comunidade,
Casa simples na beira da realidade,
Esgoto aberto, dificuldade todo dia,
Mesmo assim minha mãe nunca perdia a fé que tinha.
Pai saía cedo buscando o pão,
Voltava cansado depois da condução,
Mãe guerreira limpando chão de madame,
Pra dentro de casa nunca faltar alimento e exame.
Mas pra sociedade eu já era julgado,
Só por ser pobre eu era discriminado,
Polícia enquadrando na esquina da favela,
Achando que todo cria nasce pra vida errada dela.
(Refrão)
Por isso escrevo minhas rimas com verdade,
Quero levar esperança pra comunidade,
Pra cada criança que sonha vencer,
Mesmo quando o mundo tenta fazer sofrer.
Favela também tem talento e coração,
Tem trabalhador buscando solução,
E enquanto existir desigualdade no ar,
Minha voz nunca vai deixar de rimar.
(Verso 2)
Vi amigo perder a vida muito cedo,
Mãe enterrando filho com lágrimas e medo,
Vi criança crescendo sem oportunidade,
Sonhando com um futuro longe da maldade.
Enquanto uns ostentam ouro e mansão,
Tem família sem mistura dentro do fogão,
Mas eu transformei dor em inspiração,
Hoje minhas palavras carregam superação.
Não quero glamour, fama nem medalha,
Só quero ver o povo vencendo essa batalha,
Porque quem nasceu no sofrimento entende a dor,
E aprende desde cedo o verdadeiro valor.
(Refrão Final)
Por isso escrevo minhas rimas com verdade,
Quero levar esperança pra comunidade,
Pra cada criança que sonha vencer,
Mesmo quando o mundo tenta fazer sofrer.
Se a favela cair, eu vou levantar,
Porque Deus nunca deixou de olhar,
E cada verso que eu escrevo nessa missão,
É pela voz esquecida da população.