[Verso 1]
Às três da manhã, a rua respira devagar,
Seu Zé Pilintra segue atento, sem alarde ao caminhar.
No beco, um passo solitário procura direção,
Ele abre espaço entre os perigos, guarda o coração.
[Refrão]
Seu Zé, toma conta de quem vai só,
Na encruzilhada, teu chapéu saúda o luar.
Rosa na mão, brasa acesa, firme o teu olhar,
Fica ao lado dos humildes até o dia clarear.
[Verso 2]
Uma ameaça perde a força antes de se aproximar,
Uma porta se abre a tempo, alguém consegue escapar.
Quem tem fé murmura baixo, junto ao peito, uma oração,
E a noite escuta o pedido sem cobrar explicação.
[Refrão]
Seu Zé, toma conta de quem vai só,
Na encruzilhada, teu chapéu saúda o luar.
Rosa na mão, brasa acesa, firme o teu olhar,
Fica ao lado dos humildes até o dia clarear.
[Ponte]
Não há glória em teu silêncio, nem promessa de poder,
Só cuidado com o cansado que precisa amanhecer.
Pelos caminhos esquecidos, teu respeito vai passar,
E a quem chama com verdade, tua guarda há de alcançar.
[Final]
Dorme em paz, viajante, a noite já vai terminar,
Que Seu Zé te cubra em bênção até o sol despontar.
Passo firme, alma serena, deixa o medo repousar,
Sob sua proteção, em paz, até o dia clarear.