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𝙀𝙐 π™Žπ™Šπ™ π˜Ύπ˜Όπ™π™‘Γƒπ™Š, π™ˆπ™€ π˜Ύπ™Šπ™‰π™Žπ™Šπ™ˆπ™€π™ˆ π˜½π™π™
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𝙀𝙐 π™Žπ™Šπ™ π˜Ύπ˜Όπ™π™‘Γƒπ™Š, π™ˆπ™€ π˜Ύπ™Šπ™‰π™Žπ™Šπ™ˆπ™€π™ˆ π˜½π™π™

by Silvestre
Kizomba Masculina Adulta
25
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1
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7:28
Duration
Jun 25, 2026
Created

About this song

"𝙀𝙐 π™Žπ™Šπ™ π˜Ύπ˜Όπ™π™‘Γƒπ™Š, π™ˆπ™€ π˜Ύπ™Šπ™‰π™Žπ™Šπ™ˆπ™€π™ˆ π˜½π™π™" is a Kizomba song created by Silvestre using artificial intelligence on CriaMusic. This track is 7:28 long and has been played 25 times on the platform. Listen now and discover AI-created music.

0:00 7:28
Eu sou carvΓ£o.
NΓ£o sou metΓ‘fora frΓ‘gil, sou corpo negro extraΓ­do da terra,
queimando no motor lento do Estado Angolano.

CombustΓ­vel da mΓ‘quina que me nega.
Energia barata na conta dos ricos
e cinza amarga nos olhos dos pobres.

Ardem-me as margens de Cuanhama,
onde o centro administrativo se ergue como se governasse o deserto.
Ah! Cunene, em ti, o povo aprendeu a nΓ£o nascer com expectativas,
pois a esperanΓ§a em ti, Γ© um artigo tributado.

Eu sou carvΓ£o.
Onde o preΓ§o do combustΓ­vel
Γ© tambΓ©m preΓ§o do silΓͺncio imposto.
Γ‰ o imposto sobre o direito de ir,
sobre o direito de vir e vΓ‘, ao mesmo,
sobre o direito de levar os filhos Γ  escola sem pedir boleia Γ  morte.

Na marcha nΓ£o levo apenas um cartaz.
Levo geraΓ§Γ΅es de silΓͺncios enterrados,
Levo os nomes apagados das crianΓ§as
que morreram antes de aprender a dizer β€œAngola”.

Sou Cahama e sua lavoura estΓ©ril.
Onde o tempo apodrece e a terra assobia
a ausΓͺncia da chuva e da justiΓ§a.

Sou Curoca, seu povo Vatwa. Himba, Ngambwe, Tchimba,
onde a cultura resiste sem patrocΓ­nio e os saberes antigos,
tratados como ruΓ­nas em vez de ciΓͺncia viva.

Sou Cuvelai, onde a lama da enchente
se mistura Γ  lama moral de quem nos governa,
inundaΓ§Γ΅es, inundaΓ§Γ΅es atΓ© no combustΓ­vel.

Sou Namacunde, fronteira que separa
o nada do outro lado do nada.

Sou Ombadja, berΓ§o de reis ancestrais
que hoje Γ© tΓΊmulo da dignidade popular.
Comprados pela mΓ‘quina que me nega
TambΓ©m servem de energia barata para queimar o povo.

Eu sou carvΓ£o.
E me consomem brutalmente,
movimento os carros que nΓ£o posso ter,
as cidades que nΓ£o me pertencem,
as decisΓ΅es que nunca me consultam.

Eu sou carvΓ£o, patrΓ£o
E me consomem brutalmente, patrΓ£o!

πš‚π™·π™Έπ™Ώπ™Ύπ™½π™Άπ™°,
𝚘 πš™πš˜πšŽπšπšŠ πš™πšŽπš›πšπš’πšπš˜ πšŽπš– π™²πšžπš›πš˜πšŒπšŠπŸŒΉ
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