(Verso 1)
Lá atrás, na poeira da estrada
Um semeador falou sem pressa
Não trouxe leis, nem uma espada
Trouxe o campo e a natureza na conversa
Falou do grão, falou da figueira
Em parábolas que o tempo não consome
História viva, vida inteira
Que busca a luz, que busca o nome.
(Pré-Refrão)
Não pediu fé cega, não pediu comando
Deixou a semente, o convite, o chamado
A alma humana foi desenhando
O que na metáfora foi plantado.
(Refrão)
São dois mil anos de silêncio e espera
O cérebro entende o que o coração cria
A semente guardada, enfim, desabrocha
Em plena luz, no meio da agonia
A parábola é ponte, é caminho, é vida
O começo, o meio e o fim da jornada
A semente que estava, por nós, escondida
Agora é fruto na nossa estrada.
(Verso 2)
Hoje o saber não é mais segredo
A semente brota em meio ao concreto
O medo diminui, desfaz o enredo
De um dogma antigo que ficou incerto
Estamos vendo o que ele dizia
Quando o broto rompe a casca do tempo
A sabedoria é uma luz que irradia
Soprada pelo próprio vento.
(Ponte)
O que era enigma, hoje é espelho
O que era história, hoje é semente
O que estava longe, num tom vermelho
Agora floresce na mente da gente.
(Refrão Final)
São dois mil anos de silêncio e espera
O cérebro entende o que o coração cria
A semente guardada, enfim, desabrocha
Em plena luz, no meio da agonia
A parábola é ponte, é caminho, é vida
O começo, o meio e o fim da jornada
A semente que estava, por nós, escondida
Agora é fruto na nossa estrada.
(Final)
E a figueira, enfim, se revela ao mundo,
O que estava oculto, agora é presente.
A semente era Ele, o Mestre profundo,
Jesus, florescendo na nossa mente.