Mainha, você era muralha e colo ao mesmo tempo |
Cresceu sem pais, fez da luta um caminho só seu |
Ergueu a casa com as próprias mãos e com fé |
Foi mãe e irmã de si mesma, mãe de nós todas |
Nos ensinou que amor é trabalho, é coragem, é abraço |
Cada ruga sua conta uma vitória que ninguém apagou |
Você foi a melhor mãe que eu poderia ter pedido ao mundo |
Seus passos pequenos faziam chão firme pra gente andar |
Mainha, seu nome é raiz que não seca, é lembrança que vive |
No último suspiro, falou de Deus e das filhas com ternura |
Se despediu das pessoas que mais amou depois de Deus, suas filhas |
Pediu um abraço a todas nós, e partia para junto do pai |
Partiu tranquila, como quem fecha os olhos sabendo do chamado |
Foi uma despedida digna, cheia de honra e de paz |
O amor foi o ofício da sua vida, a mesma mão que deu remédio deu carinho |
Deixou saudade que aperta, mas também uma estrada de esperança |
Esperança de reencontrá-la no abraço maior, com Deus ao seu lado |
Quando lembramos seu riso, o mundo fica mais claro por um instante |
Mainha, aprendemos com você a resistir e a cuidar sem medir |
A sua ausência é silêncio que fala alto nas noites da casa |
Guardamos seu cheiro, seus conselhos, a maneira de acalmar o medo |
Até o dia em que a fé cumprimente a saudade e nos leve até você |
Cantamos seu nome como promessa: Mainha, voltaremos a nos abraçar |
Enquanto isso, carregamos seu exemplo na pele e no peito |
Obrigado por cada manhã que você fez nascer na nossa vida |
Descansa, mãe guerreira, seu legado é nosso farol e nossa calma