(Verso 1)
É um festival de gente parada dizendo que a vida não anda,
Mas mexer a própria vida? Ih… aí a coragem desanda.
Quer milagre pronto, quer amor limpinho, quer paz na bandeja,
Mas na hora de agir? Some igual promessa de político na igreja.
(Pré-Refrão)
Homem diz que mulher é doida, mulher diz que homem não presta,
Mas se olhar direito, o defeito é o mesmo na festa:
Todo mundo quer alguém que aguente o caos particular,
Mas mudar um pouquinho? Vixe… isso aí ninguém quer tentar.
(Refrão)
Acordar pro dia qualquer um consegue,
Quero ver é acordar pra vida, aí a língua até treme.
Fala, fala, fala… mas não sai do lugar,
E se não quer mudar, meu filho…
nem reclama — é melhor ficar calado pra não falar besteira no ar.
(Verso 2)
Profissional que não estuda dizendo que o mundo é injusto,
Gente que não se olha, mas sabe tudo do susto do outro.
Quer respeito sem dar, quer amor sem plantar,
E quando alguém fala a real, já começa a se vitimizar.
(Pré-Refrão)
“Eu sou assim mesmo” — frase pronta pra preguiçoso aplaudir,
É o jeitinho de fugir daquilo que precisa construir.
Aí culpa Deus, culpa o tempo, culpa até o clima do dia,
Mas responsabilidade ninguém chama de companhia.
(Refrão)
Acordar pro dia qualquer um consegue,
Quero ver é acordar pra vida, aí a língua até treme.
Fala, fala, fala… mas não sai do lugar,
E se não quer mudar, meu anjo…
não reclama — engole o drama e para de falar merda só pra se justificar.
(Ponte – mais seca e direta)
O povo quer destino novo, mas com as mesmas atitudes,
Quer evolução, mas vive preso nas próprias desculpas e virtudes.
Quer respeito sem esforço, quer vitória sem tentar,
E ainda acha ruim quando alguém vem e manda a real sem maquiar.
(Refrão Final)
Acordar pro dia é básico, é o mínimo pra viver,
Mas acordar pra vida? É aí que a verdade aparece pra valer.
Se não quer se mexer, tá tudo bem, ninguém vai te obrigar…
Só faz um favor: para de reclamar,
porque até o universo cansa de ouvir você se sabotar.