Tem uma menina de oito anos gritando aqui,
Dizendo que eu mudei, que deixei ela sumir.
Ela quer brincar, mas eu só quero fugir,
Entre o passado e o medo de cair.
A de treze me culpa por tudo que foi,
Por quem eu perdi, por quem já não sou mais depois.
Ela diz: “você fingiu ser forte demais”,
Mas eu só aprendi a calar minha paz.
E eu tento respirar, mas as vozes não param,
Discutem dentro de mim, me rasgam, disparam.
Sou um eco de mim mesma, perdida no ar,
Tentando achar onde posso parar.
Versões de mim brigando sem razão,
Cada uma segurando um pedaço do meu coração.
Criança, ferida e confusa demais,
Todas gritam, e nenhuma me deixa em paz.
Eu só queria o silêncio chegar,
Mas elas não param de me lembrar…
Que ainda dói ser quem eu sou.
A machucada me olha com raiva e diz:
“Você prometeu que ia ser feliz.”
Mas como, se cada passo me traz,
De volta pra dor que ficou pra trás?
Tento sorrir, mas é em vão,
Minha mente é uma multidão.
As três me puxam, e eu fico no meio,
Tentando achar o meu próprio enredo.
[Pre-Chorus]
E o peito aperta, falta ar pra pedir,
Que elas parem só pra eu conseguir dormir.
Mas dentro de mim ninguém quer ouvir,
O barulho do que eu não sei sentir.
Versões de mim brigando sem razão,
Cada uma segurando um pedaço do meu coração.
Criança, ferida e confusa demais,
Todas gritam, e nenhuma me deixa em paz.
Eu só queria o silêncio chegar,
Mas elas não param de me lembrar…
Que ainda dói ser quem eu sou.